O poder das músicas da tua vida
Quando a música altera o tom dos teus dias
Nesses momentos, já não estávamos tão sozinhos.

Sinto que, às páginas tantas, escolhi ser constantemente acolhida por músicas de amor fracassado, de desassossego romântico e, até, relacionamentos tóxicos, tão bem disfarçado por melodias bonitas e emabladoras. A banda sonora da minha vida, para além de trazer consigo da infância as canções já referidas, passou a albergar músicas romantico-desesperadas dos ABBA com o seu "The winner takes it all" ou "SOS", Shania Twain com "Still The One", Janis Joplin com "Piece of my heart" ou então Juice Newton, Air Supply, Bryan Adams, Rui Veloso, Marisa Monte e por aí fora. Escusado será dizer que pautei os meus dias com melancolia e romance impossível e que isso se transpôs das letras para a vida real. Já para não falar dos livros e filmes lidos e vistos com o mesmo cunho romântico utópico, sempre a acenar para uma centelha de autocomiseração alimentada por todos eles e pelos dramalhões típicos de uma adolescência que se prolonga no tempo.

Será que as nossas vivências seriam diferentes se fossem as nossas músicas prediletas também elas diferentes?
Não tenho a resposta, mas desconfio que sim.
Resta-nos tomar consciência do trilho musical que nos tem acompanhado e mudar de ritmo tantas vezes quanto queiramos, porque não podemos evitar apaixonarmo-nos por uma música ou por alguém, mas podemos decidir ficar nessa frequência ou sintonizar noutra estação.
E tu, deixas que as músicas da tua vida definam o teu estado de espírito ou o contrário?
Isabel P. Lima